quarta-feira, 11 de março de 2009

Laurita

Porque todos merecem um pouco de Luís Fernando Veríssimo, este meu querido escritor conterrâneo donde brotam tão maravilhosas histórias de uma comédia tão suavemente paralela à realidade que se torna de tal forma delicioso de saborear, resolvi brindar-vos Dele. Apreciem:

"

A Laurita é uma mulher amarga e filosófica, e tem suas razões. Ele se chamava Candiota e, semanas antes do casamento marcado, disse para Laurita que iria abandoná-la.

- É outra? - perguntou Laurita, soerguendo-se na cama. (Nota pessoal do autor: sempre gostei muito de "soerguer-se", mas tive poucas chances de usá-lo. Agradeço a oportunidade. Um abraço nos meus familiares. Segue a história).
- Não - respondeu Candiota - é Outro.

Como não percebeu o O maiúsculo, Laurita pensou que o Candiota, logo o Candiota, um homem tão reto, fosse homossexual. Mas Candiota apressou-se a corrigir o engano. O Outro era o Senhor.

- Fui chamado pelo Senhor.

Deus o convocara para seu ministério e Candiota não podia ter qualquer distração na sua luta contra o Demônio, muito menos a Laurita, com seus mamilos tipo medalhão. Laurita não casou com o Candiota e com mais ninguém.

Renunciou à sua missão, que era reproduzir tantos Candiotas quantos pudesse para ajudar o Brasil, em favor da missão do Candiota, de combater o Demônio em todas as suas manifestações.

Anos depois, num baile de carnaval, Laurita julgou identificar o Candiota num grupo de homens fantasiados de legionários romanos que circulavam pelo salão com mulheres seminuas sentadas sobre os ombros. Não pôde ter certeza que era o Candiota porque ele era o único que segurava a mulher ao contrário e tinha a cara enterrada entre as suas coxas.

Talvez não fosse o Candiota. Talvez fosse o Candiota e ele estivesse numa missão secreta para o Senhor, em território inimigo. Talvez fosse o Candiota e ele tivesse mentido para ela. Talvez fosse o Candiota e... O homem depositou a mulher que tinha sobre os ombros em cima de uma mesa, e Laurita viu que era o Candiota. Gritou para ele:

- Candiota, e a sua luta contra o Demônio?

E então Candiota virou-se, avistou Laurita, abriu os braços dramaticamente e respondeu:

- Ele venceu!

Foi depois disso que a Laurita ficou assim, amarga e filosófica.

"

Luís Fernando Veríssimo, in "Sexo na Cabeça".

segunda-feira, 9 de março de 2009

Comparações do arco da velha (I)

Tenho vindo a matutar que as crises humanitárias por essas Áfricas e Ásias(1) fora estão para a sociedade Ocidental como se um nosso conhecido não usasse roupa interior: Para ele é desconfortável, é socialmente inaceitável tanto que quando descobrimos dizemos: Que Horror!, mas no fundo, o que nos interessa?

(1) Trata-se um grupo representativo isto é, não quero dizer que não haja tais crises no resto do mundo... Um pouco analogamente ao facto de que se existissem uns jogos olímpicos da Desgraça, seriam esses os dois continentes a transportar a bandeira do Mundo, na sessão de abertura. O que não inviabilizava que outros também estivessem a participar...

domingo, 8 de março de 2009

Dia da Mulher


No seu quarto, tinha três fotografias: uma dos dois filhos, quando ainda eles não conheciam a palavra mãe, uma do seu casamento, quando já a chamavam mãe e outra da sua juventude, quando apenas sonhava ser mãe (e fora tão curto o caminho do sonho à realidade). Não eram analgésicos ou falinhas-mansas que lhe curavam os hematomas: eram aquelas fotografias. Eram elas que, apesar de serem duas sépia e uma a preto e branco, a acompanhavam e davam alguma cor aos longos minutos funestos do seu penoso envelhecer.
Há anos que o marido dava o corpo ao manifesto, numa luta das 9h ás 23h, para por comida na mesa. Nunca desconfiara do seu árduo horário, porque sempre ouvia e acreditava na falsa inocência de quem já não a achava atraente:
Onde estiveste até tão tarde?
A trabalhar! E para de chorar.
E parava sim, porque com aquela resposta sóbria, a noite iria ser meiga.
(Os lábios cortados saravam com palavras de arrependimento. As nódoas negras aclaravam com promessa de um futuro melhor. O sangue limpava-se com águas de amor falacioso).
A manhã começava com um beijo de bom dia aos filhos. Na realidade começava com gritos de “dá-me o nó na gravata” ou “vai fazer o pequeno-almoço”, mas isso, dizia ela, ainda fazia parte da noite. Então, para não gastar logo cedo uma ou outra lágrima, convenceu-se que a manhã começava com um beijo nos filhos. Por volta das dez, já estava sozinha. Salvo-seja. Tinha as fotografias e os afazeres domésticos. Não tinha amigas, não precisava delas. Estava farta que toda a gente lhe dissesse que o divórcio não era um casamento com o diabo, mas quiçá, apenas a fuga dele. Amava o marido. E justificava todos os seus comportamentos pela pressão no trabalho ou, a maior parte das vezes, pela sua ineficácia como esposa dedicada. Atormentava-a o facto de julgar não ser uma mulher exima e não conseguia libertar-se do rótulo de desempregada que tanto a fazia dependente. Então, chegava a respirar um certo ar de merecimento quando o marido a beijava com a fivela do cinto.
(E logo as nódoas negras aclaravam com promessas de um futuro melhor)
Dos filhos, recebia a meiguice. E mantinha-se viva por eles. Por eles, e pelas fotografias.
Um dia ou outro saía à rua sem o intuito de fazer compras. Ía apenas passear, tirar tempo para si. Carregava energias que logo esmoreciam aquando o seu regresso a casa: Recebiam-na à noite os carinhos do marido, longe dos filhos e das fotografias. E ela defendia-se:
Não sou uma puta, não tenho mais ninguém. Fui só passear. Mas tens razão, pequei, subjuguei-me ao descanso. Mereço.
(E logo os lábios cortados saravam com palavras de arrependimento)
Vivia no fio da navalha. Não sabia para que lado pender a sua vontade: Gostava de ver o marido chegar longe de cedo ou preferia recebe-lo ás cinco? Não escolhia porque não tinha tempo de se habituar a uma das opções. Três dias o horário era um e mais uns quantos dias era outro. Não era um horário certo, e não estranhava: Ele é trabalhador dedicado e por certo o patrão reconhece isso em regulares dispensas de carga laboral.
Quando não chegava tarde, trazia sede nas palavras e nos gestos. Corria bem quando ela compactuava nos seus mais ou menos hediondos apetites sexuais. Magoava-se quando retorquía um “não me apetece agora”.
(E logo o sangue se limpava com águas de amor falacioso)
Nem sempre estava acordada quando não dormia. Às vezes, apenas olhava as fotografias.
Gosto da felicidade dos rostos nas fotografias. Imortalizam-se num tempo que, embora saibamos que não volta mais, não deixam de lembrar que se um dia existiu não é impossível tornar a sentir toques do seu regresso.
Acho que ela também gostava.
E acho que esse, fora o seu maior
erro.

A Mentira Perfeita

Eis uma recém mentirosa que tornou obsoleta a minha pequena apresentação de boas-vindas. Mas não há problema, porque na minha pessoa não guardo rancor e não procurarei vingança (A Catarina é PS!). Pronto, agora já não tenho mais nada a dizer... Apresenta-se mais uma companheira de calúnias, Catarina Ferreira:

"Ora bem, mintamos.
Não falemos nem de política, nem de guerras, nem de fome. Para quê? Meras futilidades num mundo cheio de marcas e rótulos onde afinal o que interessa é ser rica, gira, alta e magra.
Dane-se a política. Se afinal o que importa saber acerca do Barack é fotografá-lo a levar as filhas à escola, a passear o cão, mexericar dias a fio “que horror era aquele vestido da mulher! Ela preta e o tecido verde! Que merda de combinação!”
Vamos então abstrair-nos dessas coisas banais.
Pergunta: “então, enuncie uma das políticas de Bill Clinton.”
Resposta: “Ah, não faço ideia. Mas conhece aquele escândalo do vestido azul? Posso contar-lhe tudo com detalhes de hora, data, número de convidados, ementa do jantar e serviço de copos!”
Gente, acordemos, porque se o nosso papa benze ferraris em vez de devotos e se, hoje em dia, fazer um ovo estrelado sem rebentar a gema já é motivo mais que suficiente para ser canonizado então, não sei não, mas creio que o avanço da sociedade deve seguir numa montanha russa e estamos agora numa fase de looping que, honestamente (desta vez sem mentira nenhuma), me deixa enjoada…
Mintamos então, se é a mentira a ilusão da alma.

VIDA HIPOTÉTICA: acordar bem tarde, num daqueles duplex gigantescos com vista para o mar, com um sol de verão lá fora e um pequeno almoço bem à moda das novelas brasileiras. Criadas para tudo.
• para as crianças
• para o marido (esta sem ser a amante)
• para a loiça
• para a roupa
• para as compras
• para a limpeza
• para passear o cão
• viver dos rendimentos do pai
• comprar chanel e YSL com o dinheiro do marido
• não fazer nada
• ter tempo para tudo
MENTIRA PERFEITA

Três palavras para este mundo: realismo, trabalho, consciência.
S Quino escreveu que o comunismo estava para a sociedade como a sopa para a infância então talvez habitemos uma enorme tigela de sopa, não comunista mas pessimista.
Quanto a cada um de nós, bem, considere-se o que quiser. Eu prefiro ser a gota de limão na canja…um bocadinho de acidez é bom para toda a gente.
Assim se inicia uma mentirosa."

quarta-feira, 4 de março de 2009

Rúben and the Brain

O dia chegou e nós, com o rabo entre as pernas, conseguimos fugir à aniquilação total. Aos modernos cavaleiros do Holocausto, atirando impostos pesados e impingindo nacionalizações à força (e sem preservativo) ás nobres donzelas Portuguesas. Terríveis, e tão pouco fashion. Ainda assim, escapamos à conquista Mundial. A Mentira sobreviveu mais um dia, e por mais um dia vai vingar. Em jeito de agradecimento formal casámos com mais um Aliado estratégico, que nos salvou a pele revelando a sua estratégia, num psssiu baixinho; nao digas nada a ninguem; não não, não dizemos não te preocupes; mas afinal dissémos. Estragámos tudo, já vão perceber. Rúben. Rúben Magalhães, forte, resistente e com o mesmo sex-appeal com que Sócrates admira os seus computadores intercontinentais, pequeninos, pequeninos. Analista de conjuntura de nicknames do Messenger, trabalha também em part-time enquanto arguementista de filmes pornográficos Húngaros. Possuindo profundo conhecimento de linguagem gestual, em breve apresentará com toda a dedicação um post gravado com fantoches surdos-mudos. Sobre o ciclo da água. Ai, se voçes soubessem como o Rúben adora o ciclo da água...

Bem vindo amigo, que nos brindes com muitas mais mentiras que nem esta:

"Há algum tempo comecei a trabalhar num projecto, inicialmente como hobby, mais tarde em part-time, coisa pequena, apenas por diversão, tendo mais recentemente decidido dedicar-lhe mais atenção e dedicar-me inteiramente à sua realização. A ideia surgiu por mero acaso e em parte pela falha do meu anterior projecto de tentar completar uma caderneta de cromos do Bollycao alusiva a raças de cães. Pensei então em iniciar este pequeno empreendimento de dominar o mundo, mais como uma forma de desafio pessoal do que uma busca por reconhecimento. A princípio deparei-me com alguns obstáculos que quase me fizeram desistir da ideia, mas que com o tempo ultrapassei. Antes de mais, este é o tipo de projecto que se inicia numa garagem, tipo Microsoft e assim, e eu não tinha garagem. Lembrei-me então que também não têm má fama as ideias que surgem numa simples mesa de café e que assim resolvia logo o problema de onde haveria de posicionar a primeira estátua dedicada à minha pessoa, como qualquer Pessoa. Daí ter escolhido um pequeno café com esplanada ali para o centro da cidade. Depois veio a derradeira questão: por onde começar? Primeiramente pensei em começar pelos Estados Unidos, que assim matava-se logo o mal pela raiz, depois o Canadá era facílimo e ainda por cima podia picar os Russos para me ajudarem. Mas tudo o que parecia simples e fácil se veio a demonstrar uma grande complicação. Os Russos não me levaram a sério, o processo para aquisição do visto de dominador na Embaixada dos EUA mostrou-se complicado e burocrático, certa papelada que tive que pedir na Junta de Freguesia nunca mais era autenticada e tudo isto passado em época de exames o que também não facilitou. Mas bem, ultrapassadas todas as burocracias, decidi avançar mesmo sem o apoio dos Russos. Comecei por fazer uma pesquisa exaustiva de tentativas anteriores de dominar o mundo e descobri que não eram afinal assim tão poucas. Claro que nenhuma delas deu certo, mas também na altura não havia Internet e era uma chatice para ir de um sítio ao outro. Depois de engendrado um plano, que disponibilizei até como um pequeno plugin de simulação para o Google Earth, surgiu outro problema de maior. Tudo isto se passou na semana a seguir à Queima e não andava lá muito bem de finanças, que como se sabe a Queima está para os estudantes como a recessão económica mundial está para o clima económico português. Decidi então procurar investidores externos, mostrar-lhes que era um projecto tão ou mais rendoso que o próprio TGV, mas devido à que vem assombrando todo o mundo, todos os empresários que contactei se mostraram adversos à ideia. Desânimo. Lembrei-me daquele Dog Alemão que teimava em não me sair no Bollycao. Lembrei-me de todos os antigos projectos que haviam fracassado. Lembrei-me daquela vez que o garoto gordo me bateu no infantário. E foi essa panóplia de más lembranças de um passado de fracassos que fez surgir um novo ânimo em mim. Seguiu-se uma altura de total dedicação ao projecto. O primeiro objectivo era arranjar financiamento. Organizei festas e mais festas com mini a 50 cêntimos, festa do semáforo, do preservativo, arrematação de ofertas. Tudo! Entretanto recebi uma proposta de patrocínio da Sagres e uma avalanche de e-mails chegavam todos os dias, de todo o mundo, com mensagens de força e de ânimo, a maior parte de pessoas que vinham acompanhando o meu blog, onde eu postava diariamente os meus avanços no projecto. Tudo parecia compor-se. Um infiltrado canino na Casa Branca, as atenções desviadas para os Óscares… Até que uma fraqueza fez tudo ir por água abaixo. Tinha nessa altura amealhado uma quantia razoável de dinheiro e surgiu uma bela oportunidade de o duplicar, triplicar, ou quem sabe até mais. Uma simples partida de Poker. Texas Hold’em. Sentia-me cheio de sorte. Perdi tudo no Cais. Engraçado, que nem cheguei a sair de terra. Um par de ases e um de damas contra um trio de 3. É o que mais me chateia no Poker."

P.S. Leiam a contracapa do Expresso deste fim de semana. Depois de um milénio à procura, por fim revelou-se a cara de Jesus...

terça-feira, 3 de março de 2009

De novo, aulas

Sim, foi ontem. Mas ontem não tive disponibilidade para escrever. Podia simplesmente mentir e dizer que o meu primeiro dia de aulas foi hoje, terça – feira e narrar o que adiante irei descrever mantendo intacto o conteúdo e alterando simplesmente as datas. Podia, e talvez tivesse mais impacto, bem como um acrescido sentido oportuno. Não, não me iria sentir moralmente culpado por cometer tão pequena calúnia, afinal de contas, não é nada de grave (acho mesmo supérflua esta introdução). No entanto, e como estamos no país dos honestos, lá irei admitir a minha preguiça, engolir em seco, pedir desculpa aos leitores, por as culpas no anterior governo e começar:

Hoje foi o meu primeiro dia de aulas.
E, para que afaste o texto de uma (simples mas saudosa) composição da escola primária, de escrita sempre obrigatória lá para o terceiro ou segundo dia de aulas, vou ocultar os pormenores meteorologicos, o pequeno almoço que tomei, a roupa que trazia no corpo, os cheiros que pairavam no ar, as flores, animais e sítios por onde passei. Peço desculpa ao público mais infantil.
As aulas julgo terem sido o menos importante. Na primeira, aquando da apresentação do docente e feitas algumas considerações sobre a cadeira, houve tempo para serem mandados uns palpites acerca do ensino universitário: Disse o professor (por quem ainda não nutro adoração, agrado, desprezo ou repulsa por, de facto, ainda mal o conhecer) que o ensino superior estava mal. Logo se ouviram algumas palmas na bancada. Continuou, e vaticinou que a solução para o problema será (similarmente ao que conhecia de outras universidades estrangeiras por onde já passou) aumentar as propinas. Tal aumento daria aso a uma selecção intelectual que se justificaria pela premissa, comprovada, que as posses materiais são directamente proporcionais ao bom comportamento e empenho académico. Especificou ainda um valor, 20 mil euros, mais coisa, menos coisa. A plateia rendeu-se-lhe com uma ovação em pé. Julgo, de facto, que na base de todos os problemas universitários estão os pobres. Além de insubordinados, faltam as aulas, causam distúrbios, não consomem nas cantinas “privadas”, são conversadores e, de quando em quando, cheiram mal. Oh sim, fechem-lhes a torneira e as instituições de ensino serão bem mais aprazíveis.
De tarde encontrei-me “encurralado” na estação de metro do Colégio Militar. A linha azul foi encerrada e, mais uma vez, por motivos alheios ao metro. Não entendo o significado da palavra “alheios” na frase repetida pela voz microfónica e escrita nos painéis luminosos. Como pode algo ser motivo de interrupção da circulação do metro e ao mesmo tempo ser alheio a este serviço público? Talvez não me esteja a fazer compreender. Os acidentes acontecem, certamente. Assim como devem existir infra-estruturas que os previnam. Se vem uma enxurrada, motivo de causa natural, e alaga completamente o túnel do metro, a culpa será de Deus, será do equipamento danificado, das técnicas utilizadas não serem as suficientes para prevenir tal situação ou será apenas, algo alheio ao Metro? Porque não dizer: sim, houve uma razão para encerrar o metro, razão essa que pedimos desculpa mas não pudemos evitar. Inquieta-me de certa forma essa mentalidade de “larga-me, não tenho culpa, foram os outros” que a palavra “alheios” me grita aos ouvidos.
Mais tarde ainda, quando regressava com alguma pressa ao meu quarto foi-me pedido para abrandar o passo porque, nos corredores não se deve correr. Quem raio havia de inventar a palavra corredor para um sítio onde não se pode correr? Acho que teria algumas semelhanças com o proibir a colocação de garrafas numa garrafeira, impedir a venda de gelados numa gelataria ou não deixar o carteiro levar as cartas. Algumas semelhanças ainda teria brincar com o facto de o partido da Rosa ter feito o seu congresso numa terra chama Espinho. Ou dizer que as Rosas são bonitas, cheiram bem, mas não dão frutos. Mas não é de flores que vim falar hoje e, enfim, lá se passou o meu primeiro dia de aulas.

O Bom Rapaz (II)


Guantánamo - 48%
Iraque - 0%
Gaza - 0%
Revitalização económica (ou esperança nela) - 13%
Animal Doméstico Português - 100%