quinta-feira, 9 de abril de 2009

Daniel, o Belo

Daniel, Dany para os amigos e PelucheFelpudinho para as amigas, vai ser o master in economics aqui do blog. O primeiro ano completo (e segundo a meio) do curso de economia, dão-lhe as ferramentas úteis à construção de preciosos pedaços de opinião no campo da bolsa, finanças, jogos sujos de dinheiro, em geral. A credibilidade, dá-lha a média exempelar que ostenta com trabalho árduo, e a perspectiva (e votos) de um grande futuro na economia.
Não precisa de grandes apresentações, tanto que se adiantou a esta pequena introdução.
Olá dany.

Economia

A convite de fernandopedro irei explicar origens, causas e possíveis soluções teóricas, podendo estas não se verificar empiricamente, para esta crise internacional que o mundo atravessa actualmente e que já provocou enormes custos económicos e sociais. Quem não se lembra de frases proferidas à uns meses por diversos chefes de estado e por instituições económicas internacionais dizendo “esta crise não chegará á Europa”; quem não se lembra da “teimosia” de Jean-Claude Trichet em manter a taxa de juro não procedendo a um corte desta em alguns pontos base para estimular a economia incentivando o consumo e o investimento. Alguns dirão que foi uma atitude irresponsável pois talvez permitisse menores custos económicos e sociais tal como um choque menor no desemprego; eu direi que foi esta atitude que nos permite ter hoje uma inflação de apenas 1%. Contudo num contexto de crise económica profunda uma corte nas taxas de juro pode não ser suficiente. Devido á grande incerteza os investidores terão uma atitude cautelosa quanto aos investimentos que realizarão, daí que outro dos instrumentos utilizados pela política monetária seja a injecção de liquidez. Isto passou-se nos EUA quando o FED procedeu a um corte nas taxas de juro para 0.25% que provocou na altura uma grande apreciação do euro face ao dólar. Estávamos em plena crise norte-americana contudo esta ainda não provocara efeitos europeus. Mas será que a expressão “esta crise não chegará á Europa” traduzia na realidade a convicção dos responsáveis máximos? A resposta é não, a economia mundial dependerá sempre da economia americana. Com base na credibilidade, esta frase foi proferida com o objectivo de posicionar a economia pela via das expectativas, pois o consumo depende das expectativas de rendimento futuro, isto é, transmitindo uma ideia de “tudo está bem” o consumo privado não irá contrair, pelo menos para já. A crise pode ser explicada numa palavra: “ambição”, pode se dizer que teve origem nos EUA. Os bancos comerciais com a AMBIÇÃO de maximização do lucro procederam ao que os economistas chamam “securitization”, isto é, procederam à transformação de empréstimos, principalmente á habitação, em aplicações financeiras vendendo-as depois em bolsa. Estes activos financeiros eram principalmente comprados pelos bancos de investimento como o Lehman Brothers, um dos primeiros a falir. Já que os bancos comercias vendiam os empréstimos em bolsa, transferindo o risco de uma possível falta de pagamento de prestações por parte das famílias para os bancos de investimento, estes sem risco e desejando a maximização do lucro começaram a conceder crédito mal parado, isto é, credito a quem não apresentava garantias de pagamento, transferindo depois esse risco para a bolsa. Com a falha de pagamentos por parte das famílias as bolsas caíram e bancos faliram. Olhando agora para a nossa grande nação que é Portugal, muitos criticam a política de investimentos públicos realizada pelo actual governo, será que esta controvérsia tem razão de ser? Por um lado, as despesas públicas terão de ter um carácter contra cíclico, isto é, devem aumentar numa recessão, assenta na filosofia de que o estado tem de dar o exemplo. Por outro lado, um aumento das despesas públicas significa um agravamento orçamental, o estado terá de pedir emprestado ao exterior logo terá de pagar JDP (juros de divida publica). Os consumidores com receio de um aumento dos impostos futuros para fazer face aos JDP irão aumentar a poupança e por conseguinte diminuir o consumo hoje contribuindo para uma contracção da economia. Logo esta politica de investimentos públicos não terá o efeito expansionista inicialmente desejado. Foi uma breve descrição da crise económica e financeira que vivemos actualmente de uma perspectiva nacional e internacional. Obrigado pelo vosso tempo.

sábado, 4 de abril de 2009

Pope and Michelangelo



Este papa é muito mais simpático.

(Ou legendado - http://www.youtube.com/watch?v=rO6eZzJSvoE)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Provedor de Justiça



Para mim, ficava o Jorge Miranda. Não sei porquê tanta teimosia infantil. O homem tem tudo o que um provedor deve ter. O seu semblante atraente de quem fez da experiência um manual de sedução. Os seus olhos azuis, prontos a pintalgar de encanto o coração da mais irredutível mulher. O feitiço que lhe pende dos gestos e torna cativo quem o vê, ou sente. Deixem-se de palermices, o homem foi feito para o cargo.
(Enfim,) Do PSD descobriram-lhe na calvice traços de velhice e incapacidade, no PS chama-lhe experiência, dote, pode empírico, sinal de quem já viu da vida o suficiente para ser chamado mestre. Por Deus, há trinta anos que é um homem decente, já lhe podem perdoar!
Mas tudo bem, tanta luta decerto será o produto da preocupação em escolher o tal que melhor servirá a população. Cale-se o que disser que tudo não passa de um jogo no tabuleiro político, onde em vez de dados se joga com capricho e da meta não se espera nada que não seja apenas um simples “ganhámos, seus idiotas”.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nicolau e Frederico

Nicolau e Frederico eram verdadeiramente vizinhos. Hoje saíram, o sol já marcava o fim da tarde, numa engraçada coincidência pontual: cumprimentaram-se cordialmente, e não mais se cruzaram até regressarem a casa, pontualmente, como já vão ver. Primeiro o Nicolau. Até o nome, de tão safado e ordinário, torna obsoleto o cavanhaque de conquistador italiano. Rumou a um hotel vagabundo, meia estrela, na berma daquela estrada esquecida, onde devorou durante duas horas uma de suas muitas amantes, usada e cuspida pelo mundo, pobre mulher, que sugava as últimas gotas de esperança numa vida melhor, aquela vida que seus ordinários prometiam, sempre, só, amanhã. Ao apertar o zíper das calças pecadoras a aliança de ouro escorrega por entre os dedos, no mínimo, transpirados e insensíveis. Aqueles fatídicos momentos despercebidos pelo homem, bem, por qualquer Homem. Frederico ao contrário nem precisava de assim se chamar, pois era tão bondoso quanto seu nome. Saiu para comprar leite para o filho, aproveitaria para comprar um ramo de flores. Clássico. Deparou-se com uma velhinha a tropeçar no passeio, tão carinhosa de aparência que poderia estar num museu de gente idosa. Ou morta. Frederico, sujeito de carácter, ajuda amistosamente a senhora, que numa tentativa inútil de ser discreta lhe usurpa a aliança do dedo. Filha da mãe, pensou, e agarra no ombro da mulher violentamente – foda-se a afabilidade! Pobre Frederico, que levou tantas bengaladas na cabeça e pontapés nos zípers. Como já disse, cruzaram-se novamente na garagem, e cumprimentaram-se cordialmente. Suas mulheres notaram que falta algo no dedo anelar esquerdo. Eis um dedo, amigos, que depois de preenchido, nunca poderá falhar.

- Nicolau – Devo ter perdido no balneário do ginásio, não é a primeira vez que acontece por lá querida.

-Frederico – Devo ter perdido no balneário do ginásio, não é a primeira vez que acontece por lá querida.

Acham que alguém acreditava, hoje, que ele tinha levado uma sova de uma velhota?
Por Deus, hoje é o nosso dia!
1 de Abril, o dia das mentiras! O feriado nacional do nosso blogue, o dia das nossas honras presidenciais!
Mintamos!
que graça, faria sentido se nos outros dias se dissesse só a verdade... Talvez a nossa gente goste de fazer deste dia uma espécie de festas de Natal: são só em Dezembro mas ainda não acabou o verão e já há pais natal na rua...
convido os nossos leitores a uma visita ao google.
Há alguns tipos de mentiras que são consideradas aceitáveis, desejáveis, ou mesmo obrigatórias, devido a convenção social.
Já se sente mais descansado? continuando...
Tipos de mentiras convencionais incluem:
perguntas insinceras sobre a saúde de uma pessoa pouco conhecida;
desculpas para evitar ou encerrar um encontro social indesejado;
Ou seja, fique a saber que quando perguntar ao sr. João como vai a mulher ( sem que isso lhe interesse peva) está a mentir...
melhor ainda, quando voltar a pensar dizer que está com uma dor de cabeça enorme para não ir ter com a prima para o café, bem, essa tem-se por mentira convencional aceitável, não se sinta culpado...
Agora esta:
A maioria das prostitutas participa de tais mentiras convencionais, e não aplicam a desaprovação moral costumeira em relação as mentiras em tais situações
Ah bom, fico mais descansada em saber que as putas podem mentir à vontade sem que daí venha qualquer desaprovação.
Já sabe, se quer mentir à vontade, torne-se puta!










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a genialidade de quino, o diamante bruto do humor.
obrigatório!