quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Enfim Juntos


José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho vão actuar juntos no próximo mês de Outubro. O espectáculo intitulado de "Três Cantos" vai ter lugar no Campo Pequeno dia 22 e no Coliseu do Porto dia 31.

«Em palco, deverão apresentar-se os três juntos, com um grupo de músicos ainda não revelado ou só com as suas guitarras, mas também em duo e a solo, cantando músicas próprias ou dos restantes parceiros»

Já tive a oportunidade de assistir a cada um em separado e estou ansioso por assistir a sua reunião. Aconselho vivamente.

Os bilhetes já estão à venda e custam entre 10 e 50 euros

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Don Corleone: Oh, I want you to arrange to have a telephone man check all the calls going in and out of here because it could be anyone...


Texto Primeiro e a Amena Cavaqueira

É com grande gáudio e satisfação que digo: menti!

Desde o dia 21 de Janeiro que, manhosamente, tenho escapado aos inúmeros pedidos de Fernando, às criticas de Felipe e à vergonha de, possivelmente, ser a única do círculo que ainda não tinha visitado o blog. E atribuíram-me o cargo de relações públicas!

Mas para quê desculpar-me? Tudo o que pudesse vir a dizer iria tirar-me o meu novo cargo. Mentirosa.

Mas como agora avanço nos bites deste blog, sinto-me que não “navego em mares nunca antes navegados”. Apesar de ter sido o membro com mais faltas, conheço o teor e sentimentos do blog, discutidos e vividos fora deste palco mas realizado pelos autores/actores de ambos.

Se as premissas eram eloquência, facilidade e verdade pois então o objectivo foi cumprido: somos os maiores mentirosos!

Debate de Jerónimo de Sousa e José Sócrates

Um primeiro-ministro triste por se sentir sozinho e atacado na e pela esquerda. Um camarada a fazer o jogo das diferenças entre o desenho do PS e do PSD.

Assistiu-se a mais um café de esquina entre dois candidatos à cadeira governamental, que já tem mossas e as deixa a quem por lá passa. Contudo, a falta de paciência e o mau estar do Engenheiro José Sócrates, em nada terá a ver com a falta de ergonomia da mesma, mas avancemos.

Na passadeira dos temas reflectidos a trivialidade esperada vingou. Código do trabalho, segurança social, o combate à pobreza (onde aí vimos o Sr. Primeiro Ministro a elevar 10% nos decibéis), a crise, educação e sindicatos. Não vou “esmiuçar” cada um; não é minha intenção tornar-me politóloga de ecrã; vou apenas deixar alguns devaneios.

Educação e Sindicatos. É certo que o governo é o árbitro que balança os interesses sindicais e gerais (ou pelo menos tenta), mas usar o cartão vermelho da arrogância é que não… não foi a força do PC que juntou 100mil vozes nem as maiores mobilizações pós 25 de Abril; foram as políticas erradas, o interesse pessoal, o descontentamento.

Crise. É realidade. Existe e é com seriedade e vontade que a temos que enfrentar. Mas tentar convencer os portugueses e principalmente a Europa que estamos a sair da crise pelo aumento do salário mínimo, pelo aumento do tempo de subsídio de desemprego bem como de seu valor é tão confortável como os grandes grupos financeiros não serem incomodados com a chatice da crise. De facto, quem pagou e paga a crise é o trabalhador, quase ao som da daquela que se podia chamar “A Ópera do Malandro” (versão portuguesa, de Chico José).

TVI. Não devia ser tomada como medida eleitoral mas, como foi o único momento do debate em que a faísca brilhou vamos acender então a vela. Jerónimo de Sousa com a sua cordialidade opôs-se ao nervosismo de José Sócrates que nem o Papa o pode salvar. Verdade ou não talvez nunca chegaremos a saber. O Jornal de Sexta-feira acabou, Manuela Moura Guedes calou-se e sem eles vamos deixar de saber as promoções semanais do Freeport bem como o desfecho desta liberdade libertada.

Resumé. Sócrates: tudo o que fez foi bom. Jerónimo: a análise macro é melhor.

As Legislativas na Mentira


Mentirosíssimos,

Em nome da preguiçosa equipa da mentira apresento-vos a primeira edição desta iniciativa muito pouco inovadora. Esperamos, porém, que sua realização traga algo de positivo quer ao incurável mentiroso que nela participar, quer ao curioso leitor que desta farsa se alimentar. Três dias, três debates, adivinhem quantos temas? Uns dez. Divididos em três grupos orientadores, com mesma essência. Aqui fica a estrutura:

- Dia 14: Segurança Social, Sistema nacional de saúde, políticas de solidariedade social.

- Dia 18: Economia, PME’s, investimentos, recuperação, (des)emprego.

- Dia 22: Educação, Segurança, Justiça, Sociedade.

As regras são simples: um post será criado para o efeito, o debate desenrolar-se-á em forma de comment, sendo que cada participante terá direito a apenas dois: um inicial onde apresenta o partido político cuja linhas defende e apresentará, conjugado, obviamente, com seu discernimento pessoal e eventual crítica. O segundo comentário serve para rebater apresentações dos demais participantes, nunca seus segundos comentários. Primeiro comentário até ás 23h do dia em questão, o segundo até à mesma hora do dia seguinte.

Já somos um punhado de participantes regulares: garantimos o pluralismo mínimo parlamentar. No entanto encorajamos que qualquer interessado a experimentar esta brincadeira (com a devida seriedade e construtividade - em jeito de exemplo aos nossos velhotes), quem sabe não será interessante?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sei o que fizeste no verão passado...


Escrevo estas palavras em viagem pelo país do sono um tanto ao quanto alcoólico. As palavras vêm tarde mas fazem-se cedo se avaliarmos o contexto político das eleições que ainda se cheiram longe. Ontem, juntaram-se à mesma mesa José Sócrates e Paulo Portas, num debate cujas regras bem vincadas do mesmo foram constantemente relembradas pelo primeiro ministro. Começou portas, com a lengalenga popular-cristã:
Falou-se da alta carga fiscal e da dependência do exterior tendo em conta a dívida externa. De PME´s e do ciclo de devolução dos impostos ás famílias...
Acerca de impostos, Paulo Portas reclama ser Portugal um dos cinco países da UE com maior carga fiscal. Ainda assim, dados do Eurostat revelam que os impostos em Portugal se situam (ainda, não nego o crescimento contra-cíclico em relação aos restantes países) a baixo da média da união europeia e os países onde as taxas sobre o rendimento são superiores ás nacionais são justamente os países escandinavos, cuja qualidade de vida está longe de ser posta em causa. Da dependência do exterior, há muito que a esquerda vem relembrar a sua fragilidade, apontando a revitalização do comércio interno como uma solução viável para dinamizar a economia nacional. A Portas comichou ainda o facto de os impostos não serem devidamente restituídos ás famílias da classe média... esqueceu que tal pode ser contornado com a oferta de serviços públicos de qualidade que, enfim, ultrapassam o projecto político do CDS, estando a fruição de tais serviços na prateleira onde chegam famílias de classe baixa ou média-baixa.
Sócrates foi mais do mesmo. O mesmo que já de tanto mais já cheira mal. Estávamos bem, mas a crise externa estragou o nosso projecto socialista. Quilhou-nos o défice e bla bla bla. Não se lembra o primeiro ministro, que bem antes de a crise internacional ter atingido terras lusas, ainda o crescimento económico de Portugal era anémico, face aos parceiros da união europeia. E que a taxa de endividamento das famílias aumentou todos os anos do seu mandato, assim como a taxa de endividamento das empresas... enfim, se há benefício na crise externa para alguém, quanto mais não seja para os que carecem de um credível bode expiatório. O primeiro ministro vangloriou-se ainda de ter sido decretado o fim da recessão técnica, justificando que tal foi motivo de imensa alegria para todos os portugueses... Ok, não lhe tirem o chupa-chupa, façam-lhe festinhas no cabelo e deixem-lhe a infantil demagogia.
Posto isto, foi tempo de falar de políticas sociais para o país.... e enfim, esperar ouvir Paulo Portas e Sócrates falar de políticas sociais é como ir ao cinema ver uma comédia de Hitchcock.
O resto do debate, prendeu-se com a Lei Penal. Portas criticou. Sócrates contra-criticou, tendo o CDS votado a favor da lei aquando da sua aprovação na AR. E a discussão durou, durou, durou, sempre com idêntico argumento.
Transversal a todo o debate foi a fuga à culpa de erros cometidos com o pretexto de que tais enganos haviam também sido cometidos de igual ou superior forma em mandatos anteriores. O deitar areia para os olhos do costume, onde ficou no ar a ideia de que Paulo Portas ter sido ex-ministro fora o maior dos seus pecados. Não contesto. E se o debate serviu para por em cheque os podres da governação mal-aventurada de cada um dos dois, em jeito de confissão, não me sinto mal por dizer que o Inferno vos aguarda.