sábado, 9 de outubro de 2010

O Filme que se fala por aí

Parece que há por aí um filme que foi inspirado na história do Criador do Facebook, leia-se, o mais jovem bilionário da história! "The Social Network" já estreou nos EUA e está a ser um enorme sucesso. Em apenas 4 dias de exibição, o filme conseguiu praticamente garantir a liderança das bilheteiras semanais norte-americanas, angariando mais de 23 milhões de dólares em receita, dizem diversos sites da especialidade.

A Rede Social, tradução para português, é um filme que prova que não é possível chegar a 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos. Parece-me um slogan bastante interessante.

"The Social Network" tem estreia marcada para Portugal a 4 de Novembro. Até lá, fica o trailer:

Socialismo português

FMI avisa que Portugal será a pior economia da União Europeia em 2015

A responsabilidade só pode ser da crise internacional, dos especuladores financeiros e, obviamente, do PSD. José Sócrates e sus muchachos nada têm a ver com esta realidade. Era o que faltava.

[Via 31 da armada]

Antes fosse mentira...

Acabo de saber uma triste notícia: Já sabia que Ricardo Costa, actual director-adjunto do Expresso/SIC/SIC Noticias, será Director do Expresso a partir de 1 de Janeiro de 2011. Só não sabia que com esta nomeação, Ricardo Costa deixa as funções que exercia na SIC.

Eu pergunto-me: Como é que é possível deixarmos de ver este senhor na TV? EU QUERO CONTINUAR A OUVIR RICARDO COSTA NA SIC. Ou na SIC como comentador, ou como Primeiro-Ministro ou como Presidente da república. Não interessa o cargo. Eu quero é continuar a ouvir o meu professor de ciencias políticas porque, para mim, é sempre com um prazer enorme e com uma grande satisfação que acompanho todas as suas palavras na televisão.

Ora aqui vai um exemplo do que disse hoje no jornal do meio-dia na Sic-Noticias:


Parece fácil não é?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

«As repúblicas não são eternas»...

... segundo a opinião do João Távora, escrita aqui há mais de um ano, em tom sério e sereno. «Como se a democracia e o parlamentarismo fossem conquistas da república» — lembrava também o autor na altura. Reflexões que não colidem com comemorações. Pelo contrário: só depois de se reflectir se pode decidir conscientemente sobre comemorar ou não comemorar e porquê.


[Via Delito de Opinião]

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A mentira da comemoração do centenário da república


[Foto via WeHaveKaosInTheGarden]

"Mais de 45% dos portugueses não sabem qual é o centenário que hoje se comemora e só pouco mais de metade está informado de que se trata da implantação da República. Este resultado surpreendente faz parte de uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, que revela também que mais de 12% dos eleitores do BE e mais de 11% dos que votam no PCP dizem preferir a Monarquia à República." Hoje no Correio da Manhã

Esta é a resposta à excelente pergunta que fazia há dias o Henrique Burnay: "Comemorar o quê?"

sábado, 2 de outubro de 2010

Hug me, Teddy Bear!

Ouvi ontem na rádio uma simpático pseudo-intelectual da Antena 1 dizer, de entre outras coisas, que vivemos na era da ditadura do défice. Engraçada constatação senhor, por ventura bem conhecida pela elite Portuguesa que não tem a televisão estragada já lá vão 3 meses, eu cá nunca tinha ouvido.

O meu nobre Fernando tocou na minha ferida grrr-Keynesiana que teima eu não compreender como pode ser economicamente saudável um país com uma sucessiva roleta de défices - eu cá percebo a necessidade de medidas de austeridade.

A OCDE saúda as medidas, como não poderia deixar de ser - os meninos vieram ao nosso recreio saltar à corda connosco.

"As medidas anunciadas são bem-vindas, na medida em que reforçam a credibilidade das metas para o défice orçamental português (7,3% do PIB em 2010 e 4,6% em 2011). Atingir estas metas é essencial para restaurar a confiança dos investidores e, assim, assegurar que a economia portuguesa continua a ter acesso a financiamento externo"

Estando tão dependentes comercialmente do exterior pelo fraco mercado interno que Portugal detêm, e indo sucessivamente lá fora mendigar uns trocos para comprar leitinho aos filhos da Nação (bem, agora decidimos também ordenhar um pouquinho a PT) parece-me imperativo, acima de qualquer argumento nacionalista e patriótico, que ou vivemos a bem com os senhores lá de fora - que exigem mais de nós, e podem, as vacas são deles - ou teremos que viver muito mal sozinhos. O governo assume, então, a dependência de Portugal em relação aos Mercados externos. Dãããh!

Mais estranhamente mente o senhor doutor Vieira da Silva, que é um homem de esquerda tal como todos os coronéis do PS, defendeu na quinta-feira a importância das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, afirmando inclusive que são fundamentais para o crescimento económico do país. Ai... doce incompreensão do posicionamento da nossa cavalaria - pois se o Paulinho Portas disse-se numa feira agrícola exactamente o mesmo não me surpreenderia.

"Julgo que é indiscutível para a maioria dos economistas, que a médio e longo prazo, estas medidas terão um feito positivo", declarou o governante, que deixou o multiplicador em casa nesse mesmo dia, afundando no jogo de batalha naval dos ministros o TGV do Mendonça.



Por fim, a detalhada técnica que não interessa a ninguém. O spread das obrigações Portuguesas a 10 anos, em relação às bunds alemãs, baixou nas duas sessões consecutivas após o anúncio das medidas de austeridade. Creio até que já estamos novamente abaixo da Irlanda. O que é estranho e incompatível com medidas saudáveis em tempos de crise. Ou será o paradigma económico de cada país, os seus problemas estruturais e condicionamento de contas públicas uma realidade precisa de ser ponderada a cada país? Se a Irlanda entra em default por tomar medidas de austeridade, ok óptimo, deixamos de ser PIGS e poderíamos passar a ser a malta do GPS, não tenho o mínimo conhecimento da realidade Irlandesa. Em Portugal, infelizmente, parece-me necessário fazer uma dieta. Estado balofo. E preguiçoso. Enfim.



Mas nem tudo é triste neste mundo:

"A CGTP já lançou o repto para uma greve geral e a UGT garante que está aberta a discuti-lo. O plano de austeridade anunciado na quarta-feira pelo Governo poderá ser o motivo que levará as duas grandes centrais sindicais à rua, em conjunto. Se assim for, será a primeira vez em 22 anos que CGTP e UGT se unem em greve geral. De acordo com o secretário-geral da UGT, a última vez que isso aconteceu foi em 1988, tendo por base propostas de alteração à legislação laboral."



É óptimo quando velhos amigos se juntam, sentam-se à mesa e conversam sobre velhos tempos, velhas guerras. Espero verdadeiramente que a greve seja violenta: carros da polícia incendiados, cocktail's Molotov e pedras portuguesas da calçada atiradas com força aos defensores dessa capitalismo selvagem e porco. Com muito dano e sangue, como aconteceu em Espanha. Se fizermos barulho com muita muita força, para além que perdermos um dia de produtividade, curamos instantaneamente a ferida das Finanças Portuguesas e todos podem ter aumentos rapidamente.



Eu vou!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

foi ele que disse! ou conselhos saudáveis em tempos de orçamentos

"One measure of market confidence is the difference, or spread, between the yield on Irish government bonds and German bunds. Today that widened to a record level.
The reason for this is simple: the budget cuts have impaired the economy's ability to grow. The Irish government wants to slash the country's budget deficit from 12% to less than 3% by 2014, which would be eye-wateringly tough even if the economy were growing robustly. But when the economy is shrinking, it means the government is in effect running to stand still, hence the calls for even greater austerity to mollify the markets. That would, of course, simply weaken growth prospects still further.
Ireland, in other words, is perilously close to locking itself into permanent depression and deflation, from which the only way out may be a default that would further damage consumer and business confidence. There is indeed a lesson for the UK from Ireland: how not to do it."
Larry Elliott, Economics editor (the Guardian)