Vejam um "TOP 5" do que anda a circular por aí na net:
1- Kony 2012: Viral video for the misinformed?
2- We got trouble.
3- Kony 2012 video goes viral, and so do concerns about its producers
4- Kony 2012: what's the real story?
5- It works every time
quinta-feira, 15 de março de 2012
Kony 2012: Viral video for the misinformed? (III)
“… irrita-me um bocado a viralidade e importancia que dão a este assunto quando na porta do lado há coisas tão más e logo ali....tens noção que já há grupos de facebook só de portugal para juntar pessoas em reuniões tipo campanha pela captura do kony?
e o o vizinho que todos os dias dá sovas no filho e na mulher? (…) não se excitem todos por causa de um video…”
[Miguel Viana, mais conhecido por "Ximpa". Um gajo porreiro!]
e o o vizinho que todos os dias dá sovas no filho e na mulher? (…) não se excitem todos por causa de um video…”
[Miguel Viana, mais conhecido por "Ximpa". Um gajo porreiro!]
Kony 2012: Viral video for the misinformed? (II)
Críticas colocam campanha Kony 2012 debaixo de fogo
Depois de mais de 78 milhões de visualizações - uma semana depois de ter sido publicado -, as críticas ao vídeo Kony 2012 aumentam cada vez mais de tom. Primeiro foram as autoridades ugandesas a refutar o vídeo e agora são os criadores do mesmo que estão a ser questionados.
Os críticos do vídeo nos Estados Unidos e na Europa denunciaram as suas características simplistas - ao jeito de propaganda - e o site Charity Navigator , que avalia a credibilidade das associações de solidariedade, questionou a falta de transparência financeira dos promotores.
[Fonte: Expresso]
Depois de mais de 78 milhões de visualizações - uma semana depois de ter sido publicado -, as críticas ao vídeo Kony 2012 aumentam cada vez mais de tom. Primeiro foram as autoridades ugandesas a refutar o vídeo e agora são os criadores do mesmo que estão a ser questionados.
Os críticos do vídeo nos Estados Unidos e na Europa denunciaram as suas características simplistas - ao jeito de propaganda - e o site Charity Navigator , que avalia a credibilidade das associações de solidariedade, questionou a falta de transparência financeira dos promotores.
[Fonte: Expresso]
Kony 2012: Viral video for the misinformed?
Vítimas de Joseph Kony dizem que vídeo surgiu demasiado tarde
Vítimas do senhor da guerra ugandês Joseph Kony, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmaram hoje que o vídeo sobre as atrocidades cometidas no Uganda, a circular na Internet desde da passada semana, surgiu tarde demais.
Onde estavam estes grupos quando estavamos a ser mortos por Kony, perguntou Angella Atim, cujo braço esquerdo foi cortado dois dias depois de ter sido capturada pelos rebeldes.
Onyango Kakoba, representante do Parlamento Pan-Africano, reconheceu a iniciativa da ONG, mas acrescentou que "a iniciativa devia ter surgido na altura certa, e não agora, que Kony foi derrotado no Uganda".
Para Solomon Kigane, missionário no norte do Uganda, a "situação mudou da guerra para a paz e a população apenas quer reconstruir e voltar às suas vidas normais".
Para o governo ugandês, trata-se de considerar as realidades atuais da situação, lembrando que o LRA foi repelido (pelo exército) em meados de 2006 e atualmente é apenas um grupo diminuído e enfraquecido cujos efetivos não ultrapassam os 300 homens e cujo líder deverá estar escondido na vizinha República Centro-Africana.
"É errado sugerir que ainda há guerra no Uganda", disse Fred Opolot, um porta-voz do governo do Uganda. "Se é essa a impressão que querem transmitir, então estão a fazê-lo apenas para aumentarem os seus recursos financeiros", acusou.
[Fonte: Expresso]
Vítimas do senhor da guerra ugandês Joseph Kony, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmaram hoje que o vídeo sobre as atrocidades cometidas no Uganda, a circular na Internet desde da passada semana, surgiu tarde demais.
Onde estavam estes grupos quando estavamos a ser mortos por Kony, perguntou Angella Atim, cujo braço esquerdo foi cortado dois dias depois de ter sido capturada pelos rebeldes.
Onyango Kakoba, representante do Parlamento Pan-Africano, reconheceu a iniciativa da ONG, mas acrescentou que "a iniciativa devia ter surgido na altura certa, e não agora, que Kony foi derrotado no Uganda".
Para Solomon Kigane, missionário no norte do Uganda, a "situação mudou da guerra para a paz e a população apenas quer reconstruir e voltar às suas vidas normais".
Para o governo ugandês, trata-se de considerar as realidades atuais da situação, lembrando que o LRA foi repelido (pelo exército) em meados de 2006 e atualmente é apenas um grupo diminuído e enfraquecido cujos efetivos não ultrapassam os 300 homens e cujo líder deverá estar escondido na vizinha República Centro-Africana.
"É errado sugerir que ainda há guerra no Uganda", disse Fred Opolot, um porta-voz do governo do Uganda. "Se é essa a impressão que querem transmitir, então estão a fazê-lo apenas para aumentarem os seus recursos financeiros", acusou.
[Fonte: Expresso]
segunda-feira, 12 de março de 2012
the meaning of life (IV)
Quando era pequena diziam-lhe a meio caminho entre o sério e o vão, tu vais ser costureira como a tua tia. É ingrato olhar para uma criança que brinca com meia dúzia de linhas e encontrar no cenário traços de um ganha pão. As pessoas crescidas são assim, a partir de certo estado são demasiado maduras para suportar a inocência, demasiado sérias para desvendar graça nos gestos simples e demasiado práticas para conceber a inconsequência. Não havia nada mais inocenete, simples e inconsequente do que a forma atabalhoada com que a Leonor estragava, rompia e cosia sem coser os vestidos da sua única boneca.
Hoje, sentada no canto da sala recordava esse tempo. Sabia como era ávida a sua tia, como ás vezes olhava para ela sem distinguir onde começava o pano e acabavam as suas mãos
- és de seda tia
e a tia gracejava. Lembrou-se que numa tarde ficaram sozinhas no sofá, caladas até que a coragem da Leonor perguntou, trabalhas tão rápido para ter mais tempo para brincar? A tia respondeu sem desviar os olhos da agulha, que não, que trabalhava rápido para ter mais tempo para trabalhar. Estava um calor abrasador essa tarde. A mãe foi buscá-la quase à noitinha. A essa altura, já a Leonor tinha entendido que a tia não era de seda, era carne, ossos e suor. Era feia, como as pessoas crescidas.
Hoje, sentada no canto da sala recordava esse tempo. Sabia como era ávida a sua tia, como ás vezes olhava para ela sem distinguir onde começava o pano e acabavam as suas mãos
- és de seda tia
e a tia gracejava. Lembrou-se que numa tarde ficaram sozinhas no sofá, caladas até que a coragem da Leonor perguntou, trabalhas tão rápido para ter mais tempo para brincar? A tia respondeu sem desviar os olhos da agulha, que não, que trabalhava rápido para ter mais tempo para trabalhar. Estava um calor abrasador essa tarde. A mãe foi buscá-la quase à noitinha. A essa altura, já a Leonor tinha entendido que a tia não era de seda, era carne, ossos e suor. Era feia, como as pessoas crescidas.
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