sábado, 24 de março de 2012

Manif de 22 de Março

- "Nós não estávamos a fazer nada."

- "absolutamente nada."

- "os políticas é que são uns fascistas!"

- "os políticas são brutos como no tempo da ditadura!"

...

Tá bem, abelha.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Quando eu for grande quero ser uma PPP (II)

João Miranda, um osso duro de roer e pessoa que considero muito, conta uma parábola, que transcrevo:

"Aqui há uns anos o ministro de um país moderno decidiu dinamizar as exportações. Foi ter com um fabricante de frigoríficos com quem travou o seguinte diálogo:

Ministro: Olhe lá, o governo tem um projecto para dinamizar as exportações. Verificamos que não exportámos para o Pólo Norte, verificámos ainda que o Pólo Norte tem a menor quantidade de frigoríficos do mundo. Vai daí surgiu uma ideia: vamos exportar frigoríficos para o Pólo Norte. Quer ser o nosso parceiro?
Fabricante de frigoríficos: Depende. Dão-me umas cláusulas leoninas no contrato?
Ministro: Não pode ser. Temos que defender o interesse público.
Fabricante de frigoríficos: Então não estou interessado.
Ministro: Ok. Dou-lhe 2 cláusulas leoninas.
Fabricante de frigoríficos: 4
Ministro: 3
Fabricante de frigoríficos: Ok. De acordo.
Ministro: Negócio fechado?
Fabricante de frigoríficos: Ainda não. Só uma perguntinha: quem fica com o risco de os frigoríficos não se venderem?
Ministro: Você, claro. Você é que é o empreendedor.
Fabricante de frigoríficos: Bem, então não me interessa.
Ministro: Ok. Nós ficámos com o risco.
Fabricante de frigoríficos: Negócio fechado."

A parábola de João Miranda acaba aqui. Porém, acho que não devia. E continuo-a, por minha conta e risco:

Fabricante de frigoríficos: Ei, Ministro, espere lá. E nos próximos governos, que garantias tenho eu de que os novos ministros sejam assim gente com visão, e respeitem o nosso acordo?
Ministro: Ó homem, você não vai fazer um contrato comigo, mas sim com o Estado. E quem o vai redigir é quem nós sabemos - fica uma coisa à prova de bala. E não se aflija: o negócio vai correr bem, era preciso que o País ficasse à beira da bancarrota para o Amigo arriscar realmente alguma coisa. E isso não vai suceder, pois não?
Fabricante de frigoríficos: Claro que não. Negócio fechado.

[José Meireles Graça no Forte Apache]



Foto do Fabricante de frigoríficos no final da reunião com o ministro:

Coisas fáceis de se perceber...

Como explicar a notícia de hoje que os "Juros portugueses a dois anos descem abaixo dos 11% pela primeira vez desde Junho"?


21 Março 2012, 10:36, Jornal i: "os juros da dívida soberana portuguesa seguiam em Portugal em mínimos a dois anos nos 11,7%"

21 Março 2012, 20:00, Jornal de Negócios: "Tribunal de Contas chumba contrato do TGV"

21 Março 2012, 21:57, Agência Financeira: "Governo desiste «definitivamente» do TGV.
Chumbo do Tribunal de Contas «encerra» polémica em torno da alta velocidade. Executivo abandona projeto."

22 Março 2012, 16:39, Jornal de Negócios: "As taxas de juro implícitas das obrigações a dois anos estavam acima de 22% no final de Janeiro. Ontem, desceram para os 11,7%. Hoje, estão a recuar 75,9 pontos base para negociarem nos 10,9%."

Gfk vs Marktest (II)

Dados da medição de audiências televisivas voltaram a apresentar resultados anormais.

A GFK diz que o jogo do Sporting com o Manchester City teve mais meio milhão de espectadores que o Benfica-Zenit para a Liga dos Campeões.

Gfk vs Marktest

quarta-feira, 21 de março de 2012