quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
como criar escolas menos aptas, por nuno crato
Gosto muito do Darwin e gosto muito do darwinismo. Sou mesmo teimoso ao ponto de não descartar esse gosto, quando em ideias várias encontro visões miúpes a que chamam darwinismo social. O que é isso? É achar que a selecção natural extravasa o campo da biologia e alcança a sociedade, ao ponto de chamar apto ou inapto a um indivíduo, mediante a sua condição social: medidas que visam fomentar a igualdade são prejudiciais porque atrasam a evolução natural da sociedade.
Em primeiro lugar, acho que essa é uma visão distorcida, porque esquece que no curso da evolução houve uns aptos quaisquer que ganharam coisas fantásticas como consiência, valores éticos, solidariedade, e um outro rol de mariquices que nos afastam dos condóminos de um qualquer jardim zoológico e que permitiram, isso sim, fazer as sociedades evoluir.
Em segundo lugar, vem a notícia de que o ministro nuno crato quer agora deixar ao critério das escolas a criação de turmas de alunos bons e alunos maus, muito ao jeito de dizer que se pusermos aptos para um lado e inaptos para outro, podemos facilmente conduzir uma sociedade à sua evolução natural: os inaptos hão-de desaparecer mais cedo ou mais tarde, mais vale desistir deles quanto antes. Para acelerarar a evolução, leia-se.
Em terceiro lugar, vem um vídeo curioso do sistema de educação finlandês. O título do vídeo chama-se revolucionário, mas eu acho que bastava dizê-lo sensato. Fala de igualdade.
Em quarto lugar, vem a conclusão destes pontos meios soltos. E eu concluo que este governo não é competente, nem naquilo que melhor sabe fazer, isto é, instaurar uma espécie de darwinismo social para magicamente fazer a sociedade evoluir. O exemplo finlandês mostra-nos que separar bons e maus numa escola apenas cria uma coisa: um sistema de educação, no seu todo, inapto. No final de tudo, na mesma linguagem darwinista social da qual discordo, o governo apenas está a roubar pedaços de aptidão a uma sociedade.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Serviço público n'A Mentira
Sei que estás longe e que infelizmente, não tiveste oportunidade de assistir ao grande congresso. É por isso que hoje te estou a escrever, para te passar um resumo da pouca vergonha que aqueles filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos andaram a fazer durante um fim de semana inteiro!
Uma pouca vergonha.
PS: Epá, volta rápido que o nosso Arménio está a precisar de uma mãozinha!
sábado, 24 de março de 2012
E ninguém vai preso?
- "Parque Escolar gastou 260 milhões em obras ilegais" (DN)
- "Tribunal de Contas chumba TGV" (Agência Financeira)
- "Como a Madeira podia ter evitado a subida de impostos" (Má Despesa Pública)
- "500 milhões de euros pagos ilegalmente pela Parque Escolar" (Expresso)
- "Parque Escolar ultrapassou o limite de endividamento em 22,9%" (Económico)
Da série: "Frases que impõem respeito" (V)
Explicações sobre cargas policiais
O Bloco requereu a presença do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para dar explicações sobre as cargas policiais, nomeadamente contra jornalistas, no dia da Greve Geral.
... O ministro responde [Expresso]:
Sobre os protestos em geral, Macedo recusou comparações que considera não terem "nenhuma razão de ser", nomeadamente com a Grécia, e sublinhou que no dia da greve geral "houve em todo o país 38 manifestações, não houve nenhuma situação, a não ser pequenos incidentes sem nenhuma importância, na generalidade dessas manifestações".
O ministro frisou ainda as diferenças com os manifestantes do Chiado, referindo que "houve coisas que aconteceram antes" da intervenção da polícia, como "arremesso de pedras, arremesso de louça que estava em mesas de esplanadas, agressões a polícias".