Este foi o comentário de Helena Garrido à reacção de Peer Steinbrück (candidato do SPD e rival de Angela Merkel nas eleições gerais alemãs de Setembro) sobre os resultados eleitorais obtidos por Silvio Berlusconi e Beppe Grillo (um movimento não político ou mesmo anti-político) em Itália.
Aqui é necessário dizer novamente que Portugal não é a Itália, dando continuidade ao post do Fernando. A última vez que tivemos um "palhaço" a concorrer a umas eleições portuguesas foi José Manuel Coelho que levou apenas 4,52% dos votos dos Portugueses... o que é completamente diferente da situação italiana, onde o "palhaço" conquistou 25% dos eleitores em Itália, não dando o seu voto de confiança a nenhum governo.
"Ser honesto estará na moda", disse Grillo no seu primeiro comentário no Twitter, depois de conhecidos os resultados eleitorais. Apesar de ser um resultado democrático, não deixa de ser um resultado perigoso.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
E a moral é: 'Take care of the sense and the sounds will take care of themselves'
‘Mãe, mãe não encontrei o Amor!’ — ‘E procuraste debaixo do sofá, filho?’ O Amor não se encontra debaixo do sofá. (Há quem o encontre em cima do sofá: Amor, Paz, Paz e Amor e ganzas.) Não se preocupem, não vos vou falar de Amor, não acabei de vos dizer que o não encontrei?!
Quando era pequenino pensava que as nuvens estariam muito próximas, que me bastava subir aquele prédio de quatro andares para tocar. (Também achava que era profundamente estúpido os outros meninos pintarem em tons de azul as nuvens: ‘azul é o céu!’…na mesma linha, as uvas eram verdes e as maçãs amarelas, mas isso tinha a ver com a minha avó comprar apenas uvas brancas e maçãs golden. Eu não conhecia outras, uvas maçãs ou avós.)
A Lua. Quando somos pequenos queremos saber o que são as coisas e o porquê das coisas. Muitas vezes porém, contentávamo-nos com os nomes das coisas. ‘Mãe, o que é aquilo ali no céu?’ — ‘É a Lua, meu filho.’ Mas aquilo não é ‘a Lua.’ Falhou o artigo. ‘Lua’ é o nome de uma lua, a nossa. Se a mãe lhe dissesse, ‘Ah, aquilo é uma lua’, ela estaria correcta. A Lua é uma lua, a nossa.
Para o (grande) Daniel Tosh, essa seria the ultimate prank, educar um filho com as palavras trocadas. Chamar os morangos de ‘bananas’, as cadeiras de ‘beterrabas’ e a TV de ‘camarão’ (Algo me diz que estou com fome…) Apesar de engraçado, não o devo fazer. Ao invés, a alternativa menos arriscada: versões politicamente incorrectas dos contos infantis: a capuchinho má, o lobo mau bom. That would mess’d them up quite enough.
Preferi não o fazer.
A academia produz muita treta. Em estudos organizacionais como em outros, reina o senso-comum. Aparentemente, tudo o que se diz, a gente já sabe — ou já leu algures. Isto é em boa parte verdade e nem os investigadores pretendem outra coisa quando resolvem testar certas platitudes acerca do desempenho, das emoções, etc. Testam cientificamente lugares-comuns que são como que hanging hypotheses. Porém, não é difícil encontrar no senso-comum teses contrárias. Por isso, em boa parte, não importa que lugares-comuns os investigadores testem pois tudo é um lugar-comum algures.
O que nestes estudos importa é, em boa parte, fixar termos, estabelecer uma linguagem comum. Conhecemos várias vantagens de tal estabelecimento. Permite, entre outras coisas, definir um common ground a partir do qual se geram discussões, regradas e, consequentemente, resultados. A linguagem deve ser neutra, claro está (e, ‘pois…’). Mas existe outra vantagem que quero destacar: evita que cada um escreva para si, o individualismo científico, traduções e acusações (‘Ah, mas fulano y tal já escreveu isto’ — por outra palavras, é verdade — ‘por isso, fulano x não é original!’ Que parvoíce! O orgulho de infirmar a originalidade de um investigador/autor.)
A partir do momento que os termos estão fixos e a linguagem bem formada, não existe mais espaço para dizer o mesmo por outras palavras. Como tal, a invenção será tendencialmente real e nunca literária. Seja x um tópico, xn uma tese sobre x e k, l e m modos de falar sobre x. Fixado que está k, quem quer que diga x1 terá que dizê-lo por meio de k (<xn; k>). Dificilmente alguém se faz passar por inovador, avançando com x1 com linguagem m, quando <x1; m> = <x1; k>. Não se diz o mesmo por outras palavras; a repetição é imediatamente notada — passa a ser ‘divulgação.’ A invenção e a acumulação de conhecimentos são pois genuínas.
Arganaz dixit
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
elogio à herança
Aquartelar. Agora que penso em aquartelar. Há palavras que parecem
brincadeira. Aquartelar. Na escola primária, lembro-me, a professora
disse que as palavras começadas em Al eram de origem árabe. Sem
percebermos a distinção entre geralmente e sempre, os daquela aula, os
que presenciámos essa tirada de catalogação lexical começámos a
descobrir todas as palavras árabes que existem na nossa língua, alface,
Algarve, Al Capone, algures, algum, alecrim, Alentejo, alfarroba,
alheira, alarve, por aí fora, ao mesmo tempo que nos desfazíamos em
exclamações várias, 'bolas, os árabes tinham montanhas de palavras, às
tantas ainda somos árabes sem saber'. Agora penso em aquartelar e
descubro aquilo que é uma palavra vinda tipicamente da engenharia.
Engenharia linguística. Pegar num substantivo comum, enfiar-lhe afixos e
sufixos até dar à luz um verbo. Quartel não chegava, tinha que se
inventar uma palavra para dar nome a acto ou efeito de meter dentro do
quartel. Como engavetar, como alojar, como albergar, como ensacar. Então
às tantas somos todos engenheiros sem saber. Agora que penso, o
currículo de qualquer pessoa é necessariamente incompleto. Por exemplo,
sem saber, todas as pessoas são árabes e engenheiras. Ou, tudo aquilo
que somos é aquilo que outros construíram no passado.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
"Sporting em risco de perder maioria na SAD"
"Sporting tem até 19 de Janeiro para 'arranjar' 12,3 milhões de euros", foi o que afirmou José Eduardo na Abola TV e foi também a manchete do jornal Abola de ontem (18-12-2012)
Ou seja,
- para ficarmos com o que tínhamos antes (90% da SAD) temos que pagar até 19 de Janeiro 55M€ + 5M€ de juros, isto é, 60M€
- para ficarmos com uma maioria qualificada de 2/3 da SAD temos que pagar até 19 de Janeiro 28M€
- para ficarmos com uma maioria simples da SAD (50.1%) temos que pagar até 19 de Janeiro 12.3M€
O Godinho Lopes já disse que "haverá saídas em Janeiro" e hoje (19-12-2012) é o assunto da manchete do Jornal Record, mas conseguirá juntar dinheiro para não perdermos a maioria na SAD?
Sobre este assunto, é bom lembrar que este grande projecto financeiro é da autoria de José Eduardo Bettencourt, como se pode confirmar nesta notícia do Expresso de 18 de Janeiro de 2011.
A alternativa ao exercício da "call option" é o Sporting acompanhar um eventual aumento de capital através da cedência em espécie dos direitos de superfície do Estádio José de Alvalade, que, de acordo com a mesma fonte, "estará avaliado entre os 15 e os 18 milhões de euros"
Contudo, o prospeto da operação faz referência à possibilidade de, "por opção do titular" dos VMOC (os bancos), haver um vencimento antecipado, com a conversão dos valores em ações da Sporting SAD, "a partir do final do segundo ano", hipótese em que não haveria lugar ao pagamento de juros vincendos.
Resumindo, para o Sporting não perder a maioria na SAD, caso não consiga amealhar os 12,3M€ com a venda de jogadores até 19 de Janeiro, pode ceder em espécie os direitos de superfície do Estádio José de Alvalade. Isso só me faz lembrar o "Quem manda é quem paga" e "nós não mandamos nada" da Manuela Ferreira Leite.
Ou seja,
- para ficarmos com o que tínhamos antes (90% da SAD) temos que pagar até 19 de Janeiro 55M€ + 5M€ de juros, isto é, 60M€
- para ficarmos com uma maioria qualificada de 2/3 da SAD temos que pagar até 19 de Janeiro 28M€
- para ficarmos com uma maioria simples da SAD (50.1%) temos que pagar até 19 de Janeiro 12.3M€
O Godinho Lopes já disse que "haverá saídas em Janeiro" e hoje (19-12-2012) é o assunto da manchete do Jornal Record, mas conseguirá juntar dinheiro para não perdermos a maioria na SAD?
Sobre este assunto, é bom lembrar que este grande projecto financeiro é da autoria de José Eduardo Bettencourt, como se pode confirmar nesta notícia do Expresso de 18 de Janeiro de 2011.
A alternativa ao exercício da "call option" é o Sporting acompanhar um eventual aumento de capital através da cedência em espécie dos direitos de superfície do Estádio José de Alvalade, que, de acordo com a mesma fonte, "estará avaliado entre os 15 e os 18 milhões de euros"
Contudo, o prospeto da operação faz referência à possibilidade de, "por opção do titular" dos VMOC (os bancos), haver um vencimento antecipado, com a conversão dos valores em ações da Sporting SAD, "a partir do final do segundo ano", hipótese em que não haveria lugar ao pagamento de juros vincendos.
Resumindo, para o Sporting não perder a maioria na SAD, caso não consiga amealhar os 12,3M€ com a venda de jogadores até 19 de Janeiro, pode ceder em espécie os direitos de superfície do Estádio José de Alvalade. Isso só me faz lembrar o "Quem manda é quem paga" e "nós não mandamos nada" da Manuela Ferreira Leite.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Frases que impõem respeito
"O Viagra fez mais pela humanidade do que 200 anos de marxismo"
Luiz Felipe Pondé
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Carrega @pontifex
@pontifex será o nome do Papa no Twitter
O Papa Bento XVI vai enviar a primeira mensagem na rede Twitter a 12 de dezembro através da conta @pontifex. Os tweets do Papa serão publicados em oito idiomas, informou hoje o Vaticano.
Deste modo, segue a minha sugestão para a 1ª mensagem:
O Papa Bento XVI vai enviar a primeira mensagem na rede Twitter a 12 de dezembro através da conta @pontifex. Os tweets do Papa serão publicados em oito idiomas, informou hoje o Vaticano.
Deste modo, segue a minha sugestão para a 1ª mensagem:
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

