terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 não foi fácil


Que venha mais um ano vagabundo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

É Natal, ninguém leva a mal.



Eu sei, eu sei que ando a falhar, e nem vale a pena culpar o frio que me gela ou o nevoeiro que não me deixa ver nada pela janela, o que não é bom para a inspiração. Mas fico a dever-vos duas, uma pela semana passada e outra por esta. Mas pronto, é Natal e ninguém leva a mal (e é por isso que vos deixo a melhor música de Natal de sempre). Boas festas, pessoal!

Bom Natal

Em Novembro a Volvo lançou uma campanha que se tornou viral nas redes sociais. O anúncio da Volvo em que o actor Van Damme faz a espargata entre dois camiões em movimento lançou a "competição" e todos os dias surgem vídeos na Internet onde famosos e menos famosos mostram as suas capacidades físicas.

O video promocional da Volvo, cuja mensagem é “This test was set up to demonstrate the stability and precision of Volvo Dynamic Steering. It was carried out by professionals in a closed-off area” tem mais de 60 milhões de views no youtube:

É provável que os nossos caros leitores tenham ficado impressionados com a espargata que Van Damme fez para a Volvo. O problema é que nos esquecemos das impressionantes capacidades que o grande Chuck Norris dispõe, e daquilo que ele pode fazer para responder às expectativas.

A verdade é que Chuck Norris respondeu à altura ao filme publicitário de Van Damme para a Volvo e não o fez por menos, como já nos habituou. O actor, antigo campeão do Mundo de Karaté, faz uma verdadeira espargata épica não entre dois camiões, mas entre dois aviões... e com 11 soldados norte-americanos em cima dos ombros, a formarem uma árvore de Natal. Uma forma original de desejar as Boas Festas, com a inestimável ajuda da empresa de animação húngara, Delov Digital.

Lembrem-se: nunca subestimem a capacidade de Chuck Norris em superar o que quer que seja!

Bom Natal!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Até já ao forró do próximo Sábado...

Isto hoje vai ser curto, porque hoje é Natal... Se o Maduro pode decretar que o Natal é em Novembro, eu também posso decretar no meu mundo que o Natal é hoje, dia 20 de Dezembro. Eu também quero "paz e felicidade para todo o mundo" e "quero derrotar a amargura que se vive no país", mas primeiro deixa lá entrar no avião que me levará a Lisboa por uns dias, ao fim de quase 7 meses entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Quanto ao forró do próximo sábado vai ficar para ser contado noutra sexta. Porque há sempre um forró do próximo Sábado. Assim é o Brasil, mas eu depois explico.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

os filmes e os livros

Anteontem fui ver o Hobbit. Feito pouco extraordinário, sublinhe-se. Gostei do filme. Confesso, não sou muito dado à crítica cinematográfica. Não consigo detalhadamente apontar aquilo de que não gostei. As coisas de que se gostam, gostam-se e o assunto morre. Assumir que não se gostou deixa no ar um dos silêncios constrangedores que aguardam uma justificação, um ou outro detalhe que fundamente a opinião. Gostei do filme, portanto.

À saída pude ouvir uns zunidos 'o livro é melhor'. Também o li nas redes sociais. Sem querer fazer deste espaço um confessionário, confesso algo uma segunda vez, não li o livro. Mas essa batalha entre livro e filme, na qual o primeiro parece sempre sair vitorioso, é um lugar comum. Aconteceu com o Harry Potter. Aconteceu com os anteriores Senhores dos Aneis. Aconteceu até com o Grande Gatsby. Aconteceu com uma infinidade de adaptações. O livro é quase sempre melhor.

Muitas vezes, também dou por mim a achar os livros melhores. E pergunto-me acerca das razões disso acontecer. Talvez se deva a uma ponta de soberba. Se o filme não for um clássico, geralmente de língua francesa, com um fim em aberto e de difícil interpretação, ler o livro é tido como intelectualmente superior. Dizer que o livro é melhor passa então por simplesmente assumir 'eu li o livro'.

Haverá outras razões bem mais interessantes. O livro é subjectivo. Há na neurociência quem assuma que o nosso pensamento se estrutura em termos de imagens. Já o Aristóteles afirmava, 'é impossível pensar sem um phantasma', sendo phantasma a representação que formamos acerca de um objecto. Repito, a imagem que formamos. A imagem que cada um de nós forma. O problema dos livros é terem palavras, e o problema das palavras é não serem imagens. Duas pessoas face ao mesmo excerto irão certamente conceber imagens mentais diferentes. A desilusão acontece quando o cinema rouba a subjectividade às palavras. Quando nos informa que, afinal, o Frodo tem as feições do Elijah Wood. Essas informações são um conflito para todas as imagens em que, cada um de nós, tinha traduzido as palavras que leu. Talvez por isso nos sintamos desiludidos, talvez por isso o livro seja sempre melhor. Afinal, fizemos das palavras aquilo que nos apeteceu e isso foi-nos roubado.

(pior, o cinema suga a criatividade. Por muito Senhor dos Anéis que futuramente venha a ler, o Frodo irá sempre ter a fronha do Elijah Wood.)

Por outro lado, as imagens têm a sua riqueza no detalhe. A sabedoria popular diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Abusando deste significado, façamos as contas. Um filme terá vinte e quatro frames (ou imagens) por segundo (o Hobbit tem quarenta e oito, não é? ainda assim...). Se esse filme durar cento e sessenta minutos, isso dá duzentas e trinta mil e quatrocentas imagens. Claro que não são precisas duas mil palavras para diferenciar duas imagens seguidas, mas como disse, abusemos de significados: um filme iria necessitar mais de duzentas e trinta milhões de palavras para ser completamente traduzido. Juntos, o Antigo e o Novo Testamento possuem perto de oitocentas mil palavras. Apenas um filme seria capaz de ocupar o espaço de quase trezentas Bíblias.

Nestas contas haverá a sua ponta de verdade: aposto que o Tolkien não conhece todos os termos necessários para descrever uma paisagem da Nova Zelândia. Muitas dessas palavras ainda nem foram inventadas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Re: Re: Respostas respostas respostas. Borges Borges Borges

Tem sido tema as posições ou as ideias políticas. Começou o P. Marques num comentário fortuito. Continuou o FBC com a possibilidade de vir a estudá-las por outras fontes que a Wikipedia. O Luís comentou e ofereceu uns livros. Completou o Fernando com um mapa de economistas.

Confesso que é um tema que me interessa: a Política e a Economia. E não fosse eu quem eu sou, interessa-me a parte das ideias.

Mais ainda, achei muito curiosa a resposta do Fernando. Porque respondeu ao tema de ideias políticas citando economistas. E esta é uma ideia comum hoje: a política é sobretudo um affaire da economia; vivemos em sociedades de welfare produzidas pela economia. Não é uma ideia descabida ligar os dois temas.

Interessa-me o tema de economia em geral, microeconomia em particular (e macro porque tem de ser). Desde há uns tempos para cá interessa-me o tema da economia enquanto disciplina. Como se tornou ela uma disciplina tão central nas nossas vidas? Como se tornou ela a disciplna (académica) que decide sobre a Política — o Estado, Nós? Interessa-me em síntese o tema da Ascensão da Economia ao lugar central que ocupa hoje nas nossas sociedades ocidentais: enquanto disciplina que descreve os human affairs, enquanto disciplina que regula os human affairs — mais do que qualquer outra.

Isto sim é uma novidade. E data da segunda metade do século. Quem disser o contrário, tenho duas palavra: B**** Plz. Não é o caso. Claro que a ecomomia sempre foi importante, no sentido em que os Reis tinham ou não tinham dinheiro para levar a cabo uma guerra — e pedir dinheiro emprestado e ficar nas mãos de banqueiros. Mas isso é uma outra cena.

Repito. Estou a falar da teoria sobre a sociedade e o ser humano (homo economicus) enquanto central. OAdam Smith vem do Iluminismo Escocês e era um filósofo moral. A economia era um aspeto de uma visão que não era propriamente económica (ou não se pensava como tal). O Marx não era economista de profissão: vinha de história e de filosofia. Até ao início do século XX, pensava-se que para pensar em economia bastava refletir sobre os princípios que se usam no dia-a-dia; o herói era o JS Mill. (Conta de mercearia portanto, como às vezes dizemos em Gestão).

Os grandes temas políticos do século XIX para trás não eram económico. Existem alternativas para trás. As modernas teorias político-económicas não decidem sobre todas essas questões que poderiam ainda ser programa.

Muitas coisas teria a dizer mas este é um texto introdutório. A ver se pega. Se temos um thread.

Para terminar, lembrar que existem outros contenders sobre o que é e como deveria ser a sociedade,  Estado, a política, o je-ne-sais-quoi, assim de cabeça:

  • Sociologia - o rival que perdeu com a economia; surgiu como disciplina na mesma altura mas não atingiu o prestígio da outra
  • Ciência política - a moderna ciência, oh a moderna ciência
  • Filosofia política -  longa tradição que nos trouxe até dada altura até que se dispersou em outras disciplinas mas que manteve algumas contribuições independentes (Rawls) ou misturadas (Hayek, Amartya Sen)
  • Direito - enquanto teoria das instituições, dos direitos e deveres do Estado e do Cidadão (que é afinal uma das unidades 
E é isto que já vai longo. É como eu disse. A ver se pega. Se temos um thread.

PS. Não achei o Mapa de ecomistas tão curioso. Reconheci uma boa parte das linhas por escolas recentes ou por períodos, Mas eu também sou daltónico e posso ter falhado em algumas distinções. Fica para a próxima.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A Solução

Esta 6ª feira os Gato Fedorento mostraram-nos A Solução para salvar Portugal da crise. Quem ainda não viu, tem a hipótese de ver aqui: